Decepcionante
Portugal continua a desiludir. Perante um grupo acessível, Portugal disse hoje praticamente o adeus ao primeiro lugar e caso não fosse o golo de Fábio coentrão já em período de descontos, Portugal complicava também o acesso aos playoofs.
Paulo Bento parece não estar muito atento ao campeonato Português. Colocar Varela a titular é um atentado. O Português está num momento de forma de baixíssima qualidade. Sem velocidade, sem reacção e sem confiança. Varela foi o espelho da exibição da selecção Portuguesa em solo Israelita.
Portugal nem podia imaginar um inicio melhor, pois logo nos instantes iniciais via-se a vencer, fruto de um golo de Bruno Alves. Parecia que o jogo ia correr de feição á selecção Portuguesa. Portugal viu-se em vantagem e começou com o futebol lento, sem ideias e os Israelitas sem fazer muito por isso dão a cambalhota no resultado e vão a vencer por 2-1 ao intervalo.
Era de esperar no inicio da segunda parte, um Portugal forte, pressionante e de qualidade mas nada disso aconteceu. Ronaldo parecia o único a remar contra a maré, Helder Postiga continuava o festival de golos falhados, Moutinho estava completamente sem ideias e Veloso arrastava-se em campo. Foi então que na transformação de um canto e com uma defesa Portuguesa demasiado passiva que os Israelitas chegam ao 3-1. Cheirava a humilhação.
Foi ai que Portugal arregaçou as mangas e veio para cima no jogo. Cristiano Ronaldo numa grande jogada assiste Postiga e este com a baliza completamente aberta reduz para 3-2. Paulo Bento mexe na equipa e coloca Hugo Almeida e tira Bruno Alves. Continuo a não perceber esta eterna obsessão pelo 4-3-3. Com adversários como Israel, Luxemburgo e Azerbeijão porque não colocar logo de inicio Hugo Almeida ao lado de Postiga?
Quando já eram poucos, aqueles que acreditavam no empate, Coentrão numa jogada de insistência e alguma sorte, marca através de um ressalto de uma bola vinda da trave da baliza Israelita. Paulo Bento respirava de aliviou. Já não havia tempo para mais e o jogo terminava empatado a três bolas.
Portugal tem Terça Feira um jogo de elevadíssima importância no Azerbeijão. Perder mais pontos está fora de questão. A equipa precisa urgentemente de uma grande exibição para levantar a moral e a confiança da equipa. A defesa Portuguesa precisa de ser bem mais agressiva no bom sentido da palavra. É impensável sofrer três golos de uma selecção como a de Israel. Estes tiveram 4 ocasiões de golo e marcaram três golos. Será que são os Israelitas tão eficazes ou será a defesa Portuguesa tão ineficaz?
Este artigo foi redigido por Tiago Rodrigues, administrador do blog
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