“En Garde” e que a batalha comece
Este Domingo, têm inicio a 45ª edição do torneio de Roland Garros na era open, que marca o início da profissionalização dos Slams. Antes de 1968, os Grand Slams eram apenas disputados por jogadores amadores. Na edição de 2013, contamos com a presença de três dos quatro jogadores do “top four” e 8 dos tops ten, isto devido as ausências, de Andy Murray jogador sem grandes chances nesta superfície e a ausência de um jogador importante na terra batida, que é o Juan Martin Del Potro. Dos jogadores presentes além dos habituais favoritos Djokovic, Nadal, Federer e Ferrer queria destacar os outsiders:
Grigor Dimitrov: O “baby Federer” em virtude da semelhança dos swings e a sua esquerda a uma mão, este Búlgaro é também detentor de um grande talento à semelhança do suíço, que com a sua idade ganhou o primeiro grande slam em Wimbledon no ano de 2003. Este ano, Dimitrov subiu claramente o nível e fez um gracinha em Madrid ao derrotar Novak Djokovic e ia chocando o Mundo quando esteve muito perto de derrotar em Monte Carlo, o Octacampeão do torneio Rafael Nadal. Como pontos fortes é a sua variedade de pancadas e alternância de ritmos ponto fracos é o jogo de pés.
Aleksandr Dolgopolov: Devo ser eu o único a considera-lo outsider, mas este jogador é possivelmente o melhor executante de ténis da actualidade a nível técnico. Ele consegue angular bolas como ninguém, possui um serviço poderosíssimo, bom slice, muito rápido no court, bom volley, bons amorties, ou seja, têm quase tudo, menos consistência de jogo e fraco mentalmente, se bem que isso trabalha-se, provavelmente mudando de técnico, pois é um jogador que aos sete anos batia bolas com o Andrei Medvedev sem falhar uma bola. Vamos esperar para ver o que nos reserva este Ucraniano.
Em relação aos favoritos sem dúvida que são Rafael Nadal ( que à partida é o grande favorito) mas pode jogar nas meias-finais contra o outro grande favorito, Novak Djokovic. Se Nadal joga melhor na terra batida que Djokovic? Sem dúvida, agora se vai ganhar a Djokovic na terra batida? Isso já não é assim tão fácil de o dizer. É que o jogo do sérvio incomoda e de que maneira o jogo do espanhol, com aquelas esquerdas anguladas e potentes que obrigam Nadal a jogar mais centralizado e que o obrigam a fugir ao backhand e bater de Forehand uma das características do seu jogo, que permite controlar o ponto em qualquer parte do terreno. Mas Nadal é Nadal e em Paris é sinonimo de vitoria onde só Soderling contrariou o espanhol em 2009.
Em relação às dificuldades, o quadro mais difícil é o de Djokovic e o mais fácil é o de Federer, que pode ganhar de forma tranquila durante as primeiras quatro rondas. Djokovic têm Dimitrov, Tomic e Dolgopolov na sua parte do quadro e ao que tudo indica vai suar um bocado antes das meias finais. Nadal têm o carrasco de Wimbledon, Lukas Rosol que pode defrontar na 3ª ronda. Ainda poderá encontrar Fognini e Paire,que fez semi finais em Roma perdendo com Federer. Nada de ameaçador para espanhol que provavelmente irá até as semi sem perder sets. Ferrer tem um quadro com jogadores de terra batida medianos e com Raonic que pode roubar um set mas dificilmente ganhará o jogo. Os courts estão prontos os jogadores também por isso En garde e que a batalha comece.
Este artigo foi redigido por David Bento, colaborador do blog e especialista em ténis.
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